domingo, julho 20, 2014

Vídeo mais poesia
Tristes tempos estes, meus caros, quando, a toda hora, somos obrigados a defender... O óbvio!

Nós estamos perdidos há muito tempo...
O país perdeu a inteligência e a consciência moral.
Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada.
Os carácteres corrompidos.
A prática da vida tem por única direção a conveniência.
Não há princípio que não seja desmentido.
Não há instituição que não seja escarnecida.
Ninguém se respeita.
Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos.
Ninguém crê na honestidade dos homens públicos, ninguém!
Alguns agiotas felizes exploram.
A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia.
O povo está na miséria.
Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente.
O Estado é considerado na sua ação fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo.
A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências.
Por toda parte dizem: “o país está perdido!”
Algum opositor do atual governo?... Não!
O futuro da Edução no Brasil

É bem possível que a cidade esteja bem. Nossa cabeça em ordem, a educação pública e a cabeça em ordem. O futuro, a educação pública e a cabeça em ordem. O futuro talvez não. Só a cabeça e nunca a educação publica. Nem tanto assim os órgãos. Quem sabe, só a cabeça. Ao fim e ao cabo, a cabeça. É quase certo que sim. É bem possível. Deve ser. Mas a educação pública não, afinal o caos é a última porta.  
   Um dia

Um dia, tudo será memória. As pessoas que andam naquela rua, as gentis, as sábias, as más, todas, todas serão memória, o mendigo que passa sem o cão, o ginasta, a mãe, o bobo, o cético, a turista, deus, inclusive, regendo o fim das coisas memoráveis, também será memória. Deus e os pardais. Os grandes esqueletos do museu britânico e todo sofrimento serão memória. Eu, sentado    aqui, serei só esses versos que dizem haver um eu sentado aqui.

sexta-feira, julho 18, 2014

 Sei que a vida é sua mas custa aproveitar?

A vida são deveres que nós
trouxemos pra fazer em casa.
Quando se vê já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira…
Quando se vê, já terminou o ano…
Quando se vê, passaram-se 50 anos!
Agora, é tarde demais
para ser reprovado…

Se me fosse dada, um dia,
outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente
e iria jogando, pelo caminho,
a casaca dourada inútil das horas…
Eu seguraria todos os meus amigos
que não sei onde andam
e diria: vocês são extremamente
importantes para mim...

Eu seguraria o meu amor
que esta a muito na minha frente e diria
eu te amo
Dessa forma eu digo,
não deixe de fazer algo que gosta devido
a falta de tempo, a única falta que terá,
será desse tempo que
infelizmente não voltará mais…

Mário Quintana

O maluco e a Loucura

Não, não!... Não é louco!...é que lhe quebraram o elo da matéria e ele se aproxima mais à essência etérea. Ele não é louco. Ele pensa muito melhor que nós. Por que ele  pensa mais livre!

quinta-feira, julho 17, 2014

Os mapas mentem
As pessoas amam os mapas porque eles mentem, eles impedem o acesso à verdade dos povos. Generosamente estendidos sobre a mesa, bem humorados, eles mapeiam o sorriso de um mundo que não é deste mundo.
Meninos do Não
Não amanheceram sob cobertores. Não mastigaram o pão da manhã. Não traçaram no papel o desenho das primeiras letras. Não brincaram no parque dos outros meninos. Não havia cobertores, havia o vento da madrugada cortando a boca cerrada no caminho dos bóias-frias. Não havia pão. Havia o chá amargo e a vida amarga queimando a língua e o sonho. Não havia papel, não havia escola, não havia futuro, meninos do não. Ah! As mãos dos meninos do não! As mãos desses pequenos – estejam certos – são muito mais adultas do que seus olhos!        
Pedro Tierra

quarta-feira, julho 16, 2014

Nossa Época

Nós não podemos falar nada sobre nós e a nossa época, sem começarmos por definir a loucura.
Como é que se explica que nós sejamos seres dotados de razão, enquanto a nossa sociedade é tão ligada à loucura?
Como as pessoas que tem toda a sua razão podem agir como se estivessem loucas e acreditar nas ideias loucas que a sociedade lhe impõe?
Nós podemos encontrar uma resposta com aqueles que perderam a razão.
O que é que os deixou loucos?
As pessoas ficam assim quando não chegam a criar uma relação funcional e prática com a sociedade e com a realidade.
O que eles fazem?
Eles criam uma sociedade que é uma realidade para eles.
Eles ficam loucos para não perder a sua razão.
A sua loucura é a explicação que eles dão para a loucura que eles encontram no mundo.

terça-feira, julho 15, 2014

Vale apena relembrar
Assim se faz um Império
Coca cola é isso aí
Isolamento da convivência

Todo aquele que se isolar da convivência política com as pessoas – por maior que seja sua força e por mais válidas que sejam suas razões - estará renunciando ao poder. Ou seja, estará se tornando impotente.

segunda-feira, julho 14, 2014

PASV - Churrascaria e Restaurante


Apesar do nome de Churrascaria tive uma grata surpresa, conversando com as atendentes ( uma senhora espanhola muito simpática) fiquei sabendo  que o PASV (Inicias dos sócios) não é bem uma churrascaria e sim um canto espanhol bem gostoso que fica no centro. Mais precisamente na São João, 1145, São Paulo, SP, Brasil.












De segunda a domingo: 11h30 - 23h30
Cartões de crédito: Diners, Mastercard e Visa.
Cartões de débito: Maestro, Rede Shop e Visa Electron

domingo, julho 13, 2014

Depois da COPA
Vamos decidir nos pênaltis
Vamos decidir o analfabetismo
A falta de energia
A votação do senado
Os rumos da nação
E tudo que empata
Vamos decidir nos pênaltis
As armas do embate
O pleito eleitoral
As jogadas do futebol.
Vamos privatizar os sonhos
Banir de vez nossas paixões
Exorcizar os demônios
Num grito de liberdade
E não de gol.
Anton Pavlovitch Tchecov

sexta-feira, julho 11, 2014

Dica para comer no Centro 

 Tempero Brasileiro
Restaurante em uma pequena loja da Galeria Califórnia, com uma comida excelente é um preço ótimo, tipo coma a vontade por R$13,00, em sistema selv-service, para quem esta de passagem e com pressa ÓTIMA opção, só tem um ponto fraco, o atendimento, o pessoal lá tem o freio de mão puxado.
Galeria Califórnia, Rua Barão de Itapetininga, 255,
República, São Paulo. Fone: 31295346


O que é Jovem

A ideia de que somente é belo o que é jovem e novo envenena nossas relações com o passado e com o nosso próprio futuro. A ideia de que somente é belo o que é jovem e novo nos impede de compreender as nossas raízes e as maiores obras de nossa cultura e das outras culturas. A ideia de que somente é belo o que é jovem e novo nos faz recear o que está à nossa frente e não entendemos, e leva muita gente a fugir da realidade.

Walter Arnold Kaufmann

quinta-feira, julho 10, 2014

                                                     Para a Vida

Todo o meu esforce Canalizo eu para a vida. Não para o equilíbrio, Não para as certezas. Eu estou suportando nas costas todo o peso da desesperança, pois a Esperança, ah! A Esperança, é ridículo, dramático, que a humanidade ainda precisa dela.
Esperança em quê? En remédios que curem? ... En poemas que Dão de Mao em Mao? E as cartas Sem resposta? E os becos Sem saída? E a nova hipocrisia?
E o deus-dinheiro se é que nos espreita a cada esquina? ... E a África? E a América Latina? ...
E todas Essas universidades e tantos analfabetos? ...
Toda gente sabe a extensão da verdade: surpreendendo a Paisagem esfomeado, o gatilho Já Não precisa do dedo de ninguem.

JLP
Há tempos
Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.
A última Guerra


Exercito de um homem só....E.H
A vida e a morte fluem pelo ser e não há evolução ou destino, só Ser.

terça-feira, julho 08, 2014

Ler Deveria ser Proibido


Pense, pense ou então viva o sonho americano...

Fraca Natureza Humana
Nada é verdadeiramente belo se pode ser usado para qualquer fim. Tudo o que é útil é feio, porque exprime apenas alguma necessidade do homem. E as necessidades do homem, são medíocres e repulsivas, como o é, também, sua fraca natureza.
Autor: Théophile Gautier

segunda-feira, julho 07, 2014

Mude..de Edson Marques 
# Fica a dica



domingo, julho 06, 2014

Ler deveria ser proibido



Mentiras reais
Que existe mais, senão afirmar a multiplicidade do real?
A igual probabilidade dos eventos impossíveis?
A eterna troca de tudo em tudo?
A única realidade absoluta?
Seres se traduzem.
Tudo pode ser metáfora de alguma outra coisa ou de coisa alguma.
Tudo irremediavelmente metamorfose!
Autor: Paulo Leminski

sexta-feira, julho 04, 2014

Eu sempre..
Eu sempre desejei escrever o romance do nada, em que o leitor perceba que o horrível da obra é não ter tema. Eu queria mostrar a mais secreta das suspeitas humanas: a da sua inutilidade. Eu queria desnudar a religião do trabalho. Eu queira esmurrar as hipocrisias.

quinta-feira, julho 03, 2014

Padaria Leão XIII -  Dica para o fim de Semana 

De tudo, um pouco, é minimizar as proezas gastronômicas da Padaria Leão XIII, que busca fazer o melhor em tudo a que se propõe a exibir em suas suculentas vitrines internas. Do pãozinho quente às pizzas fumegantes, sem esquecer a parte de doces, que compreende brigadeiros solitários e bolos confeitados, o local busca reunir, em um só lugar, paladares para todos os gostos.

Comer feijoada antes de dormir pode não fazer bem, mas dormir depois de uma feijoada é mais que obrigatório. Mantenha a tradição viva enquanto dorme com o Groupon de hoje.

Escolha entre 2 opções
R$ 39,90 por feijoada com acompanhamentos, para 2 pessoas – preço original R$ 69,80
R$ 78,90 para 4 pessoas – preço original R$ 139,60

A feijoada chega acompanhada de arroz, farofa, bisteca, couve, banana à milanesa, molho apimentado e laranjas. A Padaria Leão XIII não trabalha com bebidas alcoólicas.

Cenas de uma sociedade

Maria não consegue dormir. Sua cabeça não para e a carne está inquieta. É noite de chuva. A televisão está ligada, mas todas as atenções estão voltadas à sucessão de ideias e imagens que passam pelo seu corpo. Pensa nos filhos que nunca existiram; no abandono que sofreu dos pais, ao ser doada para um família mais pobre que a sua quando tinha apenas onze anos; nos amores que recusou por medo; na perda, por puro preconceito, do único homem que realmente amou; nos vícios que acumulou; na repartição pública em que passa parte essencial da sua vida; no aborto da sua irmã adotiva; na morte de sua mãe biológica; na doença cardíaca do pai; na fobia constante que sente ao comer; na morte; na angústia de estar sempre só. A cabeça dispara. Parece uma metralhadora de acusações. Ela quer dormir. Não consegue calma alguma. Há alguns meses parou de tomar Rivotril porque domou a síndrome do pânico. Não tem mais nenhum comprimido nos armários. Na televisão passa uma sessão de cinema nacional. Por que sempre escolhem os piores filmes? Volta a fervilhar sua mente. Os brancos da parede ficam mais brancos nestas noites. Pensou em ligar para alguém. Sentiu que seria meio inconveniente telefonar na alta madrugada. Que droga de vida! Lamenta não ter um amigo, um único ser com que pudesse comungar alguma intimidade não fugaz. As horas avançam e Maria continua acelerada. Um infarto, um câncer, um tombo no banheiro, um atropelamento, um tijolo sobre a cabeça, uma bactéria, um assalto, uma infecção aguda e generalizada, um afogamento repentino, um tiro nas têmporas, uma dose excessiva de comprimido. Maria pensa na morte de várias maneiras, mas não tem coragem de ir adiante. Desespera a vida; desespera mais a ideia do desaparecimento. Maria nunca alcançou a doçura. Até seu sorriso é negro. O brilho dos olhos se perde nas imensas e negras olheiras. Ela admite a si mesma que assim não dá mais, que se faz necessário achar uma rota de fuga, uma alternativa para tanto desespero. Os pássaros começam a cantar no pé de limoeiro que plantou na janela de seu quarto. A claridade começa a tingir o espaço. A chuva fina escorre pela vidraça. Maria levanta com a cabeça pesada e o corpo alquebrado. Já na cozinha, começa a fazer o café da manhã. Uma imensa xícara de café preto para espantar o cansaço. No quarto, a televisão anuncia que a semana toda será de chuva, que o índice de desemprego aumentou, que uma mãe atirou seu filho, com apenas um ano e três meses, do viaduto central. Maria olha para dentro da xícara de café. Fica alguns minutos se procurando dentro da negritude matinal.

segunda-feira, junho 30, 2014

Dica da semana...muito bom mesmo (Leão XIII)

A pizza é democrática, divide-se em oito ou mais pedaços e em dois sabores, chega com a massa afinada ou fofa e é tão boa no jantar quanto requentada, no café da manhã. Ainda assim, há quem dispute a fatia maior e as azeitonas sobre ela. Democratize o sabor, com o Groupon. Comprei sexta passada 27/06/2014

Escolha entre 3 opções

  • R$ 19,90 por 1 pizza grande – preço original R$ 37,08 - (Não tem mais)
  • R$ 39,60 por 2 pizzas grandes – preço original R$ 74,16.
  • R$ 58,90 por 3 pizzas grandes – preço original R$ 111,24.
Salagadas
Marguerita: mussarela, manjericão, parmesão, tomate e azeitonas
Napolitana: mussarela, tomate fatiado e parmesão
Mussarela: mussarela cremosa e azeitonas
Calabresa: calabresa com cebola e azeitonas
Atum: atum sólido com cebola e azeitonas
Portuguesa: presunto, ovos cozidos, cebola, mussarela e azeitonas
Frango com Catupiry: peito de frango desfiado com Catupiry
4 queijos: mussarela, gorgonzola, provolone e requeijão
Escarola I: escarola refogada, mussarela e aliche
Escarola II: escarola refogada com alho frito e mussarela
Berinjela: berinjela temperada coberta com mussarela
Frango caipira: frango caipira desfiado e temperado com requeijão e milho
Chilena: calabresa, champignon e mussarela
Alho: mussarela, parmesão ralado coberto com alho gratinado
Primavera: escarola, milho, atum e parmesão
Brócolis: brócolis, mussarela e alho frito
Baiana: calabresa moída, ovo, alho, pimenta, cebola e parmesão
Pizzas doces
Banana: banana fatiada, leite condensado, creme com açúcar e canela
Sensação: morango, chocolate e leite condensado
Romeu: fatias de goiabada com queijo branco
Brigadeiro: chocolate granulado e leite condensado

Comprar?  http://www.groupon.com.br/ofertas/sao-paulo---norte-e-leste/padaria-leao-xiii/38010066

domingo, junho 29, 2014

Rumo ao Hexa...
O Brasil não é apenas um mundo próprio, mas a soma absurda de uma infinidade de mundos subjetivos e de experiências rituais, que estão muito além do que qualquer sociologia, história, geografia ou psicologia conseguiria aprender. Esse é o Brasil.... é a festa da torcida campeã


Adaptação:  Arthur Omar

quinta-feira, junho 26, 2014

A primeira provocação ele aguentou calado. Na verdade, gritou e esperneou. Mas todos os bebês fazem assim, mesmo os que nascem em maternidade, ajudados por especialistas. E não como ele, numa toca, aparado só pelo chão.
A segunda provocação foi a alimentação que lhe deram, depois do leite da mãe. Uma porcaria. Não reclamou porque não era disso.
Outra provocação foi perder a metade dos seus dez irmãos, por doença e falta de atendimento. Não gostou nada daquilo. Mas ficou firme. Era de boa paz.
Foram lhe provocando por toda a vida.
Não pode ir a escola porque tinha que ajudar na roça. Tudo bem, gostava da roça. Mas aí lhe tiraram a roça.
Na cidade, para aonde teve que ir com a família, era provocação de tudo que era lado. Resistiu a todas. Morar em barraco. Depois perder o barraco, que estava onde não podia estar. Ir para um barraco pior. Ficou firme.
Queria um emprego, só conseguiu um subemprego. Queria casar, conseguiu uma submulher. Tiveram subfilhos. Subnutridos. Para conseguir ajuda, só entrando em fila. E a ajuda não ajudava.
Estavam lhe provocando.
Gostava da roça. O negócio dele era a roça. Queria voltar pra roça.
Ouvira falar de uma tal reforma agrária. Não sabia bem o que era. Parece que a idéia era lhe dar uma terrinha. Se não era outra provocação, era uma boa.
Terra era o que não faltava.
Passou anos ouvindo falar em reforma agrária. Em voltar à terra. Em ter a terra que nunca tivera. Amanhã. No próximo ano. No próximo governo. Concluiu que era provocação. Mais uma.
Finalmente ouviu dizer que desta vez a reforma agrária vinha mesmo. Para valer. Garantida. Se animou. Se mobilizou. Pegou a enxada e foi brigar pelo que pudesse conseguir. Estava disposto a aceitar qualquer coisa. Só não estava mais disposto a aceitar provocação.
Aí ouviu que a reforma agrária não era bem assim. Talvez amanhã. Talvez no próximo ano... Então protestou.
Na décima milésima provocação, reagiu. E ouviu espantado, as pessoas dizerem, horrorizadas com ele:
- Violência, não!


 Luis Fernando Veríssimo

quarta-feira, junho 25, 2014

As coisas não dão certo. Nunca deram certo. Não foram feitas para dar certo. Nós é que temos a ambição do alinhamento e da simetria. E até inventamos deuses perfeitos, construídos à imagem e semelhança do que sonhamos.
As coisas não dão certo. Nós é que cerzimos o pano, obturamos o dente, remendamos a fronteira no mapa e inauguramos na estátua de chumbo um simulacro de ave. Queremos crer que as coisas dão certo, que as coisas agora estão dando certo e – se Deus quiser – sempre darão.
Carlos Machado

terça-feira, junho 24, 2014

          Pensamento do dia
... Toda fidelidade tem que ser espontânea.
Se for preciso um pingo de esforço para suportá-la,
Ela deixa de ser fidelidade e se transforma em martírio ...

Edson Marques
Estou sendo roubado.
Quero contar ao mundo que estou sendo roubado.
De mil formas e modos estou sendo roubado.
Sei que os ladrões me roubam por necessidade, ou quero crer que me roubem por necessidade. É doído demais pensar que são ladrões vulgares que roubam já por hábito ou simples vocação, que estão acostumados, que já se acomodaram, que me tomam por fraco ou indefeso (na verdade, sou fraco e indefeso).
Esses ladrões se valem da distância e da surpresa, de aleivosia e de noturnidade.
É um crime hediondo porque premeditado. Roubam-me porque crêem que tenho mais do que eles. Coisa, aliás, que às vezes é verdade.
Estamos sendo todos fartamente roubados.
Quadrilhas nascem como pés de alface. Passaram os pedintes a gatunos, passaram os larápios a assaltantes.
Se inquiridos, enganam.
Se interrogados, mentem.
São capazes até de devolver-te a culpa.
Passei a ser refém dos meliantes. Ameaçam sorrindo com os seus dentes brancos, dizem que passam fome e ostentam suas armas. E se não pagas, matam a quem seqüestram (que também, pode ser, é seu assecla.)
Quero que saibam todos: a miséria, a indolência, os becos sem saída, os cortiços de barro, os antigos solares com árvores gigantes, os plátanos, os caldos, as raízes.
Come quem pode. Os machetes já estão embainhados.
Mas também dos palácios saem gatunos. Organizam-se todos, falam celulares, trepidam os anexos, sacodem-se os andares. Sacerdotes ministram, ministros se refazem. Vêm também das montanhas e dos verdes mares, sobretudo em carríssimos blindados, com os seus ternos claros e gravatas, principalmente das florestas, pobres delas, também das praias, das cidades e das praças, de avenidas, à beira-mar plantadas, onde à noite pululam namorados (onde se pode eventualmente ser roubado), como num baile, como num parque, como em um banco de estado.
cuidado, cavalheiros, estais sendo roubados. se não sois os ladrões, estais sendo roubados. também, por outro lado, se os sois, mas descuidados...
dolorido e cansado, como se em minha mão estivesse uma chave abrindo a casa de antes, onde as mães dominavam. as mães, essas matronas que, ensinadas, ensinavam e só pariam filhos que pudessem guardar.
Que não se esqueça a praça e os meus amigos ouçam: estou sendo roubado. Pouco importa o motivo: importa o lucro líquido, a casa com adornos mais ou menos ridículos, o dinheiro do taxi, o dinheiro do lixo, o dinheiro da roupa e o da gasolina, o dinheiro pessoal. Em pleno socialismo, os ideais perdidos, os ideais perdidos...
E estou sendo roubado de uma esperança antiga de supor que era lícito ser limpo, de supor que era certo a um compromisso responder com cumpri-lo, de lições muito antigas de fenianos e de democratas. Quando era o carnaval, o tempo de viver desordem transitória, quando beber era uma alegria própria e o perfume dos bailes era só perfume. Os democratas...
Estou sendo roubado, enfim, de ser, de estar, de minha morte certa e indisponível, dos meus dentes na cova e os bronzes dos sepulcros (perdoai-me o mau gosto e os mais tumultos) e os relógios de pulso.
Senador, ditador, senhor, onde o esconso do maior escondido deste mundo?
Sobre o autor: Renata Pallottini

segunda-feira, junho 23, 2014

Histórias não contadas nas Escolas
Em 1532, o conquistador Pizarro aprisionou o inca Atahualpa, em Cajamarca. Pizarro prometeu-lhe a liberdade se o inca enchesse de ouro um grande quarto. Desde os quatro cantos do Império, o ouro chegou e abarrotou o quarto até o teto. Assim mesmo, Pizarro mandou matar o prisioneiro. Desde quando as primeiras caravelas apontaram no horizonte, até nossos dias, a história das Américas é uma história de traição à palavra: promessas quebradas, pactos descumpridos, documentos assinados e esquecidos, enganos, ciladas. “Te dou minha palavra” pouco mais quer dizer do que... nada! Não teríamos que aprender com os índios? Os primeiros habitantes das Américas – derrotados pela pólvora, pelos vírus, pelas bactérias e pela mentira – compartilham a certeza de que a palavra é sagrada. Um indígena mapuche, ao sul do Chile, diz: “para nós, ainda hoje, a palavra continua sendo o maior dos monumentos”. Um indígena avá-guarani, no Paraguai, diz: “a palavra vale porque é nossa alma. Não precisamos colocá-la no papel para que nos creiam. Na Guatemala, em 1995, já no período que chamam “democrático”, militares executaram a matança da comunidade indígena de Xamán. Havia uma montanha de provas que condenavam os assassinos. A secretária que transcreveu o auto processual cometeu um erro ortográfico na qualificação penal: escreveu “ejecusión” com “s” em vez de “c”. Os advogados do exército sustentaram que esse delito, escrito assim, com “s”, não existe. O promotor protestou: foi ameaçado de morte e partiu para o exílio.
 Eduardo Galeano

sexta-feira, junho 20, 2014

Pensamento do DIA

Todo espírito preocupado com o futuro é infeliz.
O mais corriqueiro dos erros humanos é o futuro. Ele falseia a nossa imaginação, ainda que ignoremos totalmente onde nos leva.
Quando pensamos no futuro, nunca estamos em nós. Estamos sempre além.
O medo, o desejo, a esperança jogam-nos sempre para o futuro, sonegando-nos o sentimento e o exame do que é, para distrair-nos com o que será, embora o tempo passe e já não sejamos mais.

Montaigne
2° Parte de Verdades e Mitos da Cozinha

11. choque térmico nos ovos cozidos facilita descascá-los - VERDADE
Ao mergulhar o ovo cozido em água gelada, ele se contrai e se separa mais da casca, o que facilita, portanto, descascá-lo. Para retirar a película, prefira mantê-los submersos. Lembre-se de que os ovos mais frescos têm qualidade superior, mas, ao mesmo tempo, cascas mais coladas à clara.
*


12. O arroz deve ser cozido com a panela aberta para não empapar- MITO
Se respeitada a receita de duas medidas de água para uma de arroz, ele ficará soltinho.O fogo deve ser desligado antes de acabar o cozimento. Em seguida, o arroz deve descansar com a panela fechada, por cerca de dez minutos, para que os grãos absorvam a água e o cozimento seja concluído. O arroz empapa quando tem muita água e é excessivamente cozido.*

13. Ferver batatas em molhos ajuda a 'corrigir' o excesso de sal - VERDADE
Batatas absorvem sal. Em um molho com muito sódio dissolvido, a batata funciona como uma esponja. "A concentração de sal dentro da batata será a mesma do molho, a diferença é que você pode retirá-la de lá, deixando o molho mais equilibrado. É como 'pescar' o sal", diz o químico Cassius Vinicius Stevani.*

14. Para evitar que a manteiga não queime no fogo, misture óleo - MITO
A manteiga integral começa a se decompor ao atingir 120°C -com ou sem a presença do óleo vegetal, que queima a uma temperatura mais alta, de 190°C.*

15. Sal na água acelera a fervura- MITO
Água pura no nível do mar ferve a 100ºC. Com sal, ela ferve a uma temperatura mais elevada, portanto, demora mais para ferver. "Adicionar sal na água é algo que deve ser feito apenas pelo sabor", diz o químico Cassius Vinicius Stevani.*

16. A cerveja gela mais rápido se estiver submersa em gelo misturado com sal - VERDADE
Se respeitada a proporção de três medidas de gelo para uma de sal grosso, a temperatura do gelo cai para -7ºC. "O gelo dura mais porque o sal absorve calor da água para se dissolver -por isso é importante que haja cristais de sal e não sal refinado", explica o químico Cassius Vinicius Stevani.*

17. Para que as batatas fiquem crocantes após a fritura é preciso deixá-las de molho na água gelada- MITO
A batata precisa estar com a menor concentração de água possível. A água esfria o óleo e, portanto, diminui o choque térmico. Este, por sua vez, é o que sela o tubérculo e faz com que ele fique crocante no processo de fritura. O ideal, inclusive, é fritar a batata duas vezes. Na primeira, a 120°C, ela será selada; na segunda, a 180°C, quando o tubérculo já não "soltar" mais água, será dourada.*

18. Colocar água fria no macarrão depois de cozinhá-lo, para que fique 'al dente' - MAIS OU MENOS
A água fria interrompe o cozimento do macarrão e essa técnica pode ser usada se a massa não for servida imediatamente -que é o ideal. Neste caso, basta colocar azeite, para que não grude e, na hora de servir, lavar e reaquecer a massa. Isso não é necessário, porém, se a massa for cozida no tempo indicado na embalagem e servida em seguida.*

19. Óleo na água de cozimento do macarrão faz a massa não grudar- MITO
Para não grudar, o macarrão deve ser cozido em bastante água (um litro para 100 g de massa) e deve ser mexido constantemente nos primeiros minutos de cocção. A água abundante dilui o amido e permite que a massa cozinhe por igual, sem grudar. No mais, colocar óleo na água "faz com que o molho escorregue da massa", diz a chef Fernanda Surian, da Dedo de Moça.*

20.Ovos devem estar em temperatura ambiente para serem cozidos - VERDADE
Com o aumento da temperatura, o ar que está dentro do ovo se expande e, se o aquecimento for rápido, a pressão interna pode fazer com que a fina casca se rompa. O processo deve começar em água natural. Além disso, adicionar sal à água pode ajudar a coagular a clara, caso a casca se rompa.

terça-feira, junho 17, 2014

Quanto Vale a Vida

Quanto vale a vida de qualquer um de nós?
Quanto vale a vida em qualquer situação?
Quanto valia a vida perdida sem razão?
Num beco sem saída, quando vale a vida?
São segredos que a gente não conta
São contas que a gente não faz
Quem souber quanto vale, fale em alto e bom som
Quantas vidas vale o tesouro nacional?
Quantas vidas cabem na foto do jornal?
Às sete da manhã, quanto vale a vida
Depois da meia-noite, antes de abrir o sinal?
São segredos que a gente não conta
(Faz de conta que não quer nem saber)
Quem souber, fale agora ou cale-se para sempre
Quanto vale a vida acima de qualquer suspeita?
Quanto vale a vida debaixo dos viadutos?
Quanto vale a vida perto do fim do mês?
Quanto vale a vida longe de quem nos faz viver?
São contas que a gente não faz
Coisas que o dinheiro não compra
Perguntas que a gente não faz:
Quanto vale a vida?
Nas garras da águia
Nas asas da pomba
Em poucas palavras
No silêncio total
No olho do furacão
Na ilha da fantasia
Quanto vale a vida?
Quanto vale a vida na última cena
Quando todo mundo pode ser herói?
Quanto vale a vida quando vale a pena?
Quanto vale quando dói?
São coisas que o dinheiro não compra
Perguntas que a gente não faz:
Quanto vale a vida?
Vale a pena?
E H

segunda-feira, junho 16, 2014

A onde comer no Cetro de São Paulo


Salada Record - Localizado na Av.São João, 719 - 01035-100 (Centro ou República) São Paulo - Telefone: (11) 3223-1881.
Esse Restaurante e Bar e excelente opção para quem está a passeio ou negócios. Ambiente descontraído, onde tem-se variadas opções no cardápio.
A noite a calçada é tomada pelas mesas...fica uma “farra” e de sobra você acompanha as bandas do Bar Brahma...que vizinho de parede...
Visitei 14-06-2014 de 2014
5 de 5 estrelas - Custo-benefício
5 de 5 estrelas - Ambiente
5 de 5 estrelas - Atendimento
5 de 5 estrelas - Comida

Ps: Tem Virado a Paulista todo dia...uma iguaria, com um pequeno preço.






sexta-feira, junho 13, 2014

Mito ou Verdade? Hoje veremos os 10 primeiro manhã
os 10 restantes...Comente o que achou..ok? 

quinta-feira, junho 12, 2014

A Fábula
Era uma vez um planeta mecânico
Lógico, onde ninguém tinha dúvidas
Havia nome pra tudo e para tudo uma explicação
Até o pôr-do-sol sobre o mar era uma gráfico
Adivinhar o futuro não era coisa de mágico
Era um hábito burocrático, sempre igual
Explicar emoções não era coisa ridícula
Havia críticos e métodos práticos
Cá pra nós, tudo era muito chato
Era tudo tão sensato, difícil de agüentar
Todos nós sabíamos decor
Como tudo começou e como iria terminar
Mas de uma hora pra outra
Tudo que era tão sólido desabou, no final de um século
Raios de sol na madrugada de um sábado radical
Foi a pá de cal, tão legal
Não sei mais de onde foi que eu vim
Por que é que estou aqui
E para onde devo ir
Cá pra nós, é bem melhor assim
Desconhecer o início e ignorar o fim
Da fábula

Vai começar: A Copa nada tem a ver com nossas mazelas

12 de junho de 2014
Sete longos anos nos separam daquela reunião de autoridades brasileiras com dirigentes da Fifa, em Zurique. Estava lá cobrindo pela RBS. Todos festejaram de forma ruidosa a escolha do Brasil para sediar a Copa. Por aqui, muitos acharam ótimo e não se ouviu nem viu protestos. Tudo foi misturado. Erradamente. A Copa é um evento que nada tem a ver com nossas mazelas. Já que gastamos muito convoco os brasileiros a recuperar o investimento. Turistas geram impostos. A conta pode ser paga.
Gabriel Lain / Agência RBS
Gabriel Lain / Agência RBS
Segurança
Uma pessoa me desafiou pelas redes sociais a falar sobre os R$ 2 bilhões que serão gastos pelo governo para a segurança no Mundial. Aprovo esse cuidado necessário em um grande evento. Presidentes de muitos países virão, haverá gente de todos os lados do mundo, jogadores famosos. Claro que se faz necessário segurança para todos. O que lamento é que daqui  a 30 dias voltaremos à insegurança absoluta de nossos dias no Brasil inteiro.
Preocupação
O jogo de hoje é o mais complicado desta fase de grupos. Felipão deve saber disso. Sendo estreia, ainda complica mais.  Será preciso encurtar o campo tirando os espaços de contra-ataque dos croatas. Eles têm jogadores experientes que saberão enfrentar o Brasil. Confesso que esse jogo me preocupa.
Demaiisssss
O brasileiro tem comportamento que me agrada muito. As seleções que chegaram foram muito bem recebidas. Viamão nos deu grande exemplo. Nos treinos, vemos públicos de 8 mil a 10 mil pessoas. Sem falar que os ingressos são disputados a tapa por muita gente.
Demenos
O eloquente discurso da presidente Dilma Roussef não condiz com a realidade. O governo fracassou. Fora do campo, o Brasil perdeu a Copa. Dilma desafiou os que diziam que os estádios não estariam prontos. Alguns não estão mesmo. Os aeroportos não foram duplicados. Veja o Salgado Filho. A Fifa quase enlouqueceu com a nossa baderna. Erramos demais.
Postado por Pedro Ernesto, às 7:00

quarta-feira, junho 11, 2014

O Brasil cresceu visivelmente nos últimos 80 anos
Cresceu mal, porém
Cresceu como um boi mantido
Desde bezerro dentro de uma jaula de ferro
A nossa jaula são as estruturas sociais medíocres
Inscritas nas leis
Para compor um País da pobreza na província mais bela da Terra
Sendo assim, do Brasil do futuro
A maioria da gente nascerá e viverá nas ruas
Em fome canina e ignorância figadal
Enquanto a minoria rica, com medo dos pobres
Se recolherá em confortáveis campos de concentração
Cercado de arame farpado e eletrificado
Entretanto, tão fácil nos livrarmos dessas teias
E tão necessário que dói em nós
A nossa conivência culposa

Darcy Ribeiro

terça-feira, junho 10, 2014

Quando dois seres humanos estão perfeitamente contentes um com o outro, podemos assegurar-nos: eles estão completamente enganados.

Goethe

segunda-feira, junho 09, 2014

Tinha acabado de me levantar, quando a Louise transpôs a porta de cabelo apanhado ao alto com um travessão de tartaruga.
Sentia-lhe o cheiro do vapor do banho das fortes essências. Essências silvestres do sabonete.
Estendeu os braços, ofereceu-me ternamente a face.
Levei-lhe as duas mãos à boca e beijei-as lentamente. Memorizando assim, a forma dos nós de seus dedos.
Eu não só desejava a carne de Louise como também os seus ossos, o seu sangue, os seus tecidos, os tendões que a mantém unida.
Eu tê-la-ia segurado junto a mim, apesar de o tempo lhe desgastar os tons e a textura da pele.
Podia tê-la segurado mil anos. Até o próprio esqueleto ficar reduzido a pó.
Que tens tu que me fazes sentir assim? Quem és tu que o tempo não tem sentido para ti?
No calor das suas mãos pensei: É a fogueira que torça o Sol. Esse lugar há de aquecer e me alimentar, de cuidar de mim, agarrar-me.
Esse pulsar contra outros ritmos.
O mundo subirá e vazará com a maré do dia, mas aqui está a sua mão com o meu futuro na sua palma.
Ela disse: Vem pra cima.


Autor: Jeanette Winterson

quarta-feira, junho 04, 2014

Da velocidade 5 ao Lepo Lepo

Onde está a música? Você pode encontrá-la nas cordas vibrando, no bater dos martelos, nos dedos que tocam as teclas, nas notas escritas na partitura e até nos impulsos no cérebro do pianista. Mas são apenas códigos. A realidade da musica é uma forma invisível, misteriosa e difusa que desperta algo nas pessoas sem estar presente no mundo físico.
 
Sobre o autor: Deepak Chopra

Às vezes me perguntam... 

Autor: Jean-Claude Carrière

Às vezes me perguntam como eu, escritor e roteirista, reajo ao poder das novas tecnologias que transformaram o mundo da palavra escrita. Eu me divirto inventando uma história que em meados do século XIX alguém pergunta a Gustave Flaubert, grande escritor, se a substituição das canetas com pena de ganso, pelas canetas com pena de metal mudou a literatura francesa. E faço Flaubert responder: acho que não, mas mudou a vida dos gansos

quinta-feira, maio 29, 2014

Todo espírito preocupado com o futuro é infeliz.

O mais corriqueiro dos erros humanos é o futuro. Ele falseia a nossa imaginação, ainda que ignoremos totalmente onde nos leva.

Quando pensamos no futuro, nunca estamos em nós. Estamos sempre além.

O medo, o desejo, a esperança jogam-nos sempre para o futuro, sonegando-nos o sentimento e o exame do que é, para distrair-nos com o que será, embora o tempo passe e já não sejamos mais.

Sobre o autor: Montaigne

quarta-feira, abril 30, 2014

Tempos quase modernos

Não gosto muito de reclamar das coisas da vida, mas a telefonia móvel no Brasil.....meu Deus, como é ruim. Já tentei reclamar no 0800 ou *155, *171 mas vivo em um inferno mais ou menos parecido fazer compras no dia 24 de dezembro..... pensaram???? Pois é isso mesmo. O fato é que na era da robótica eu não quero ser atendindo por uma maquina, quero ligar e falar com uma pessoa de preferência educada e preparada.
Bobagem....o que importa é o Brasil ser campeão...
Acostume-se parga muito e não ter direito a quase nada..
Boa noite

Cenas do centro de São Paulo

A cidade nas mãos de aventureiros...
 Eu voltava do trabalho por volta das 23h na rua Vitória (Centro), altura da avenida São João, sentido Rio Branco. Quando um carro, modelo cedam preto, foi abordado por um dos "noías" que circulam e agem livremente na região, praticando pequenos, médios e grandes delitos. O motorista assustado saiu em disparada, parando o automóvel  em cima da faixa de pedestre com o farol vermelho.
   De início, quando observei uma viatura estacionada na calçada da Rio Branco, pensei que estava seguro. Entretanto,  o soldado sacou do seu talão de multas na frente do veiculo e efetuou uma multa. No seu olhar ainda pude verificar,  um certo ar de ironia, cumprindo seu papel de servidor publico e ajudando O Estado a arrecadar mais.
   Eu digo bem feito para este motorista, que pensa que pode sair pelas ruas do Centro de São Paulo impune. Acho que o possivel assalto sairia mais barato!

Loucura

Nós não podemos falar nada sobre nós e a nossa época, sem começarmos por definir a loucura.

Como é que se explica que nós sejamos seres dotados de razão, enquanto a nossa sociedade é tão ligada à loucura?
Como as pessoas que tem toda a sua razão podem agir como se estivessem loucas e acreditar nas idéias loucas que a sociedade lhe impõe?
Nós podemos encontrar uma resposta com aqueles que perderam a razão.
O que é que os deixou loucos?
As pessoas ficam assim quando não chegam a criar uma relação funcional e prática com a sociedade e com a realidade.
O que eles fazem?
Eles criam uma sociedade que é uma realidade para eles.
Eles ficam loucos para não perder a sua razão.
A sua loucura é a explicação que eles dão para a loucura que eles encontram no mundo.
Vida

Acreditávamos que mudaríamos o mundo, a noite, sonhávamos e, durante o dia, comíamos os sonhos da padaria em frente.
Alex Polari

alvaro tito não ha barreiras voz e violão.wmv