DOIS OLHOS
Ando com dois olhos.
E mesmo sob muita resistência
Um dêles teima em ser teu.
Em tudo que vejo,
um olha por mim,
e o outro,
o que a ti desejo.
Marcos Marques
sexta-feira, março 11, 2016
quinta-feira, março 10, 2016
O negro preto na senzala branca
Proclamou seu grito de guerra
Dando a vida pela liberdade,
O sangue pelos direitos,
Seus punhos pela igualdade...
Mas até hoje, o pobre do negro preto
Continua a lutar pelo seu espaço,
A ser vitima da segregação,
Sendo mal visto e confundido:
Como criminoso, como ladrão...
Mesmo com todo esse labor,
O excluído negro preto
Luta com todo seu fervor,
Incessantemente, pelos seus feitos,
E na busca da dignidade e do seu valor...
Ex-escravo, e agora trabalhador,
O persistente negro preto
Não sonha com vida de patrão,
E sim, na preservação da humildade,
Abraçando todos os seus direitos de cidadão...
Sua fidedigna identidade de guerreiro
Cativa a equidade, mantém o seu libido,
Por isso, o comprometido negro preto
Persevera sua alma e seu convívio,
Para ser o Senhor do seu próprio umbigo.
Ademir Santana da Silva
Proclamou seu grito de guerra
Dando a vida pela liberdade,
O sangue pelos direitos,
Seus punhos pela igualdade...
Mas até hoje, o pobre do negro preto
Continua a lutar pelo seu espaço,
A ser vitima da segregação,
Sendo mal visto e confundido:
Como criminoso, como ladrão...
Mesmo com todo esse labor,
O excluído negro preto
Luta com todo seu fervor,
Incessantemente, pelos seus feitos,
E na busca da dignidade e do seu valor...
Ex-escravo, e agora trabalhador,
O persistente negro preto
Não sonha com vida de patrão,
E sim, na preservação da humildade,
Abraçando todos os seus direitos de cidadão...
Sua fidedigna identidade de guerreiro
Cativa a equidade, mantém o seu libido,
Por isso, o comprometido negro preto
Persevera sua alma e seu convívio,
Para ser o Senhor do seu próprio umbigo.
Ademir Santana da Silva
quarta-feira, março 09, 2016
terça-feira, março 08, 2016
segunda-feira, março 07, 2016
Se diz que é a aproximação de pessoas,
Dá ideia de mundo pequeno,aldeia global,
Encurtam as distâncias,
A tecnologia rompe barreiras,
O mundo inteiro está conectado,
É uma integração social.
Mas, por que existem
países desenvolvidos e subdesenvolvidos?
Países do Norte e países do Sul?
A fome e a miséria continuam presentes,
Outros esbanjam dinheiro.
Numa grande metrópole é comum ver arranha-céus
ao lado de barracos de papelão.
A mídia anestesia as massas.
A privatização retira os bens das mãos de todos
E concentra nas mãos de poucos.
Então, não existe exclusão social?
Somos tão próximos
e compartilhamos de toda evolução tecnológica
de igual pra igual?
Aninha Martins
Dá ideia de mundo pequeno,aldeia global,
Encurtam as distâncias,
A tecnologia rompe barreiras,
O mundo inteiro está conectado,
É uma integração social.
Mas, por que existem
países desenvolvidos e subdesenvolvidos?
Países do Norte e países do Sul?
A fome e a miséria continuam presentes,
Outros esbanjam dinheiro.
Numa grande metrópole é comum ver arranha-céus
ao lado de barracos de papelão.
A mídia anestesia as massas.
A privatização retira os bens das mãos de todos
E concentra nas mãos de poucos.
Então, não existe exclusão social?
Somos tão próximos
e compartilhamos de toda evolução tecnológica
de igual pra igual?
Aninha Martins
domingo, março 06, 2016
O cidadão e o sol
O miserável quer conquistar seu lugar ao sol com seu sofrimento,
o pobre quer conquistar seu lugar ao sol com sua honestidade,
o de classe media quer conquistar seu lugar ao sol com seu diploma,
o rico quer conquistar seu lugar ao sol com o seu dinheiro,
o cantor quer conquistar seu lugar ao sol com seu encanto,
os políticos querem conquistar seu lugar ao sol com o poder,
os ex-BBB querem conquistar seu lugar ao sol com sua exposição,
o fanqueiro quer conquistar seu lugar ao sol com a ostentação,
Tolos o sol nasce para todos só não sabe quem não quer.
Nosliedi
O miserável quer conquistar seu lugar ao sol com seu sofrimento,
o pobre quer conquistar seu lugar ao sol com sua honestidade,
o de classe media quer conquistar seu lugar ao sol com seu diploma,
o rico quer conquistar seu lugar ao sol com o seu dinheiro,
o cantor quer conquistar seu lugar ao sol com seu encanto,
os políticos querem conquistar seu lugar ao sol com o poder,
os ex-BBB querem conquistar seu lugar ao sol com sua exposição,
o fanqueiro quer conquistar seu lugar ao sol com a ostentação,
Tolos o sol nasce para todos só não sabe quem não quer.
Nosliedi
sábado, março 05, 2016
Meus cachos.
Eu pinto meu cabelo,
para cobrir o branco deixado pelo tempo,
Eu pinto meu cabelo,
para esquecer as marcas deixadas pelo trabalho,
Eu pinto meu cabelo,
para deixar meus cachos mais atraentes,
Eu pinto meu cabelo,
para deixar minha cor mais reluzente,
Eu pinto meu cabelo,
para esquecer o sofrimento na senzala,
Meus cabelos estão brancos
de tanta preocupação
que tive em quanto estava na senzala;
mas, isso não vai prejudicar meus cachos,
Eu pinto meu cabelo.
Charles Dalan Jesus dos Santos
Eu pinto meu cabelo,
para cobrir o branco deixado pelo tempo,
Eu pinto meu cabelo,
para esquecer as marcas deixadas pelo trabalho,
Eu pinto meu cabelo,
para deixar meus cachos mais atraentes,
Eu pinto meu cabelo,
para deixar minha cor mais reluzente,
Eu pinto meu cabelo,
para esquecer o sofrimento na senzala,
Meus cabelos estão brancos
de tanta preocupação
que tive em quanto estava na senzala;
mas, isso não vai prejudicar meus cachos,
Eu pinto meu cabelo.
Charles Dalan Jesus dos Santos
sexta-feira, março 04, 2016
Para que serve o poeta?
O dono de um pequeno comércio, amigo do grande poeta Olavo Bilac, abordou-o certa vez na rua:
- Sr. Bilac, estou a precisar vender a minha propriedade, que o Senhor tão bem conhece. Poderia, por gentileza, redigir o anúncio para a venda no jornal?
Olavo Bilac apanhou o papel que o amigo lhe estendia e escreveu:
VENDE-SE ENCANTADORA PROPRIEDADE
"Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo. Cortada por cristalinas e marejantes água de um ribeiro. A casa, banhada pelo sol nascente, oferece a sombra tranqüila das tardes, na varanda".
“Meses depois, o poeta reencontrou o comerciante e perguntou-lhe se havia conseguido vender a propriedade”.
- Nem pense mais nisso Sr. Bilac! Quando li o anúncio que o senhor escreveu é que percebi a maravilha que tinha nas mãos.
O dono de um pequeno comércio, amigo do grande poeta Olavo Bilac, abordou-o certa vez na rua:
- Sr. Bilac, estou a precisar vender a minha propriedade, que o Senhor tão bem conhece. Poderia, por gentileza, redigir o anúncio para a venda no jornal?
Olavo Bilac apanhou o papel que o amigo lhe estendia e escreveu:
VENDE-SE ENCANTADORA PROPRIEDADE
"Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo. Cortada por cristalinas e marejantes água de um ribeiro. A casa, banhada pelo sol nascente, oferece a sombra tranqüila das tardes, na varanda".
“Meses depois, o poeta reencontrou o comerciante e perguntou-lhe se havia conseguido vender a propriedade”.
- Nem pense mais nisso Sr. Bilac! Quando li o anúncio que o senhor escreveu é que percebi a maravilha que tinha nas mãos.
quinta-feira, março 03, 2016
quarta-feira, março 02, 2016
terça-feira, março 01, 2016
Chove. Há Silêncio
Chove. Há silêncio, porque a mesma chuva
Não faz ruído senão com sossego.
Chove. O céu dorme. Quando a alma é viúva
Do que não sabe, o sentimento é cego.
Chove. Meu ser (quem sou) renego...
Tão calma é a chuva que se solta no ar
(Nem parece de nuvens) que parece
Que não é chuva, mas um sussurrar
Que de si mesmo, ao sussurrar, se esquece.
Chove. Nada apetece...
Não paira vento, não há céu que eu sinta.
Chove longínqua e indistintamente,
Como uma coisa certa que nos minta,
Como um grande desejo que nos mente.
Chove. Nada em mim sente...
Fernando Pessoa
Chove. Há silêncio, porque a mesma chuva
Não faz ruído senão com sossego.
Chove. O céu dorme. Quando a alma é viúva
Do que não sabe, o sentimento é cego.
Chove. Meu ser (quem sou) renego...
Tão calma é a chuva que se solta no ar
(Nem parece de nuvens) que parece
Que não é chuva, mas um sussurrar
Que de si mesmo, ao sussurrar, se esquece.
Chove. Nada apetece...
Não paira vento, não há céu que eu sinta.
Chove longínqua e indistintamente,
Como uma coisa certa que nos minta,
Como um grande desejo que nos mente.
Chove. Nada em mim sente...
Fernando Pessoa
segunda-feira, fevereiro 29, 2016
domingo, fevereiro 28, 2016
sábado, fevereiro 27, 2016
sexta-feira, fevereiro 26, 2016
quinta-feira, fevereiro 25, 2016
quarta-feira, fevereiro 24, 2016
terça-feira, fevereiro 23, 2016
segunda-feira, fevereiro 22, 2016
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