A velhice
O tempo é implacável sobre nossos ombros
O sol que se pos por trás de nossos ombros não levou apenas uns dias levou o mais precioso dos elementos da Terra e de nossa natureza humana o tempo.
Mas pensando bem como é bom ter na memória as lembranças vivas do ontem
As experiências de uma vida inteira, a vida!?
Mas me encontro aqui em um hospital público e percebo que toda a dignidade que construir durante todo tempo da minha vida já não existe mais.
sexta-feira, março 25, 2016
quinta-feira, março 24, 2016
quarta-feira, março 23, 2016
Em teus desejos me encontro e realizo os mais libidinosos sentimentos em devaneios.
Não há frustrações e nem decepções... Sou realizado ao teu lado e com a força de nossos sentimentos a felicidade nos encontrará.
Tua voz singela canta a trova com a doçura que possui, traz-me o regozijo e tenho mais certeza a cada segundo... Que te amo mais e mais.
Julio Aukay
Não há frustrações e nem decepções... Sou realizado ao teu lado e com a força de nossos sentimentos a felicidade nos encontrará.
Tua voz singela canta a trova com a doçura que possui, traz-me o regozijo e tenho mais certeza a cada segundo... Que te amo mais e mais.
Julio Aukay
terça-feira, março 22, 2016
Um Beijo
Foste o beijo melhor da minha vida,
Ou talvez o pior...Glória e tormento,
Contigo à luz subi do firmamento,
Contigo fui pela infernal descida!
Morreste, e o meu desejo não te olvida:
Queimas-me o sangue, enches-me o pensamento,
E do teu gosto amargo me alimento,
E rolo-te na boca malferida.
Beijo extremo, meu prêmio e meu castigo,
Batismo e extrema-unção, naquele instante
Por que, feliz, eu não morri contigo?
Sinto-te o ardor, e o crepitar te escuto,
Beijo divino! e anseio, delirante,
Na perpétua saudade de um minuto...
Olavo Bilac
Foste o beijo melhor da minha vida,
Ou talvez o pior...Glória e tormento,
Contigo à luz subi do firmamento,
Contigo fui pela infernal descida!
Morreste, e o meu desejo não te olvida:
Queimas-me o sangue, enches-me o pensamento,
E do teu gosto amargo me alimento,
E rolo-te na boca malferida.
Beijo extremo, meu prêmio e meu castigo,
Batismo e extrema-unção, naquele instante
Por que, feliz, eu não morri contigo?
Sinto-te o ardor, e o crepitar te escuto,
Beijo divino! e anseio, delirante,
Na perpétua saudade de um minuto...
Olavo Bilac
segunda-feira, março 21, 2016
Os antigos retratos de parede
Não conseguem ficar por longo tempo abstratos.
Às vezes os seus olhos te fitam, obstinados.
Porque eles nunca se desumanizam de todo.
Jamais te voltes para trás de repente:
Poderias pegá-los em flagrante.
Não, não olhes nunca!
O melhor é cantares cantigas loucas e sem fim...
Sem fim e sem sentido...
Dessas que a gente inventava para enganar a solidão
dos caminhos sem lua.
Mario Quintana
Não conseguem ficar por longo tempo abstratos.
Às vezes os seus olhos te fitam, obstinados.
Porque eles nunca se desumanizam de todo.
Jamais te voltes para trás de repente:
Poderias pegá-los em flagrante.
Não, não olhes nunca!
O melhor é cantares cantigas loucas e sem fim...
Sem fim e sem sentido...
Dessas que a gente inventava para enganar a solidão
dos caminhos sem lua.
Mario Quintana
domingo, março 20, 2016
Despedida
Por mim, e por vós, e por mais aquilo
que está onde as outras coisas nunca estão,
deixo o mar bravo e o céu tranqüilo:
quero solidão.
Meu caminho é sem marcos nem paisagens.
E como o conheces? - me perguntarão.
- Por não ter palavras, por não ter imagens.
Nenhum inimigo e nenhum irmão.
Que procuras? - Tudo. Que desejas? - Nada.
Viajo sozinha com o meu coração.
Não ando perdida, mas desencontrada.
Levo o meu rumo na minha mão.
A memória voou da minha fronte.
Voou meu amor, minha imaginação...
Talvez eu morra antes do horizonte.
Memória, amor e o resto onde estarão?
Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra.
(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão!
Estandarte triste de uma estranha guerra...)
Quero solidão.
Cecília Meireles
Por mim, e por vós, e por mais aquilo
que está onde as outras coisas nunca estão,
deixo o mar bravo e o céu tranqüilo:
quero solidão.
Meu caminho é sem marcos nem paisagens.
E como o conheces? - me perguntarão.
- Por não ter palavras, por não ter imagens.
Nenhum inimigo e nenhum irmão.
Que procuras? - Tudo. Que desejas? - Nada.
Viajo sozinha com o meu coração.
Não ando perdida, mas desencontrada.
Levo o meu rumo na minha mão.
A memória voou da minha fronte.
Voou meu amor, minha imaginação...
Talvez eu morra antes do horizonte.
Memória, amor e o resto onde estarão?
Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra.
(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão!
Estandarte triste de uma estranha guerra...)
Quero solidão.
Cecília Meireles
sábado, março 19, 2016
sexta-feira, março 18, 2016
Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida. A música embala, as artes visuais animam, as artes vivas (como a dança e a arte de representar) entretêm. A primeira, porém, afasta-se da vida por fazer dela um sono; as segundas, contudo, não se afastam da vida - umas porque usam de fórmulas visíveis e portanto vitais, outras porque vivem da mesma vida humana.
Não é o caso da literatura. Essa simula a vida. Um romance é uma história do que nunca foi e um drama é um romance dado sem narrativa. Um poema é a expressão de ideias ou de sentimentos em linguagem que ninguém emprega, pois que ninguém fala em verso.
Fernando Pessoa
Não é o caso da literatura. Essa simula a vida. Um romance é uma história do que nunca foi e um drama é um romance dado sem narrativa. Um poema é a expressão de ideias ou de sentimentos em linguagem que ninguém emprega, pois que ninguém fala em verso.
quinta-feira, março 17, 2016
quarta-feira, março 16, 2016
terça-feira, março 15, 2016
Só depois de muito tempo
Fui entender aquele homem
Eu queria ouvir muito
Mas ele me disse pouco...
Quando se sabe ouvir
Não precisam muitas palavras
Muito tempo eu levei
Prá entender que nada sei
Que nada sei!...
Só depois de muito tempo
Comecei a entender
Como será meu futuro
Como será o seu...
Se meu filho nem nasceu
Eu ainda sou o filho
Se hoje canto essa canção
O que cantarei depois?
Cantar depois!...
Se sou eu ainda jovem
Passando por cima de tudo
Se hoje canto essa canção
O que cantarei depois?...
Só depois de muito tempo
Comecei a refletir
Nos meus dias de paz
Nos meus dias de luta...
Se sou eu ainda jovem
Passando por cima de tudo
Se hoje canto essa canção
O que cantarei depois?
Cantar depois!...
Fui entender aquele homem
Eu queria ouvir muito
Mas ele me disse pouco...
Quando se sabe ouvir
Não precisam muitas palavras
Muito tempo eu levei
Prá entender que nada sei
Que nada sei!...
Só depois de muito tempo
Comecei a entender
Como será meu futuro
Como será o seu...
Se meu filho nem nasceu
Eu ainda sou o filho
Se hoje canto essa canção
O que cantarei depois?
Cantar depois!...
Se sou eu ainda jovem
Passando por cima de tudo
Se hoje canto essa canção
O que cantarei depois?...
Só depois de muito tempo
Comecei a refletir
Nos meus dias de paz
Nos meus dias de luta...
Se sou eu ainda jovem
Passando por cima de tudo
Se hoje canto essa canção
O que cantarei depois?
Cantar depois!...
segunda-feira, março 14, 2016
domingo, março 13, 2016
Canção de Outono
Perdoa-me, folha seca,
não posso cuidar de ti.
Vim para amar neste mundo,
e até do amor me perdi.
De que serviu tecer flores
pelas areias do chão
se havia gente dormindo
sobre o próprio coração?
E não pude levantá-la!
Choro pelo que não fiz.
E pela minha fraqueza
é que sou triste e infeliz.
Perdoa-me, folha seca!
Meus olhos sem força estão
velando e rogando aqueles
que não se levantarão...
Tu és folha de outono
voante pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade
- a melhor parte de mim.
E vou por este caminho,
certa de que tudo é vão.
Que tudo é menos que o vento,
menos que as folhas do chão...
Cecília Meireles
Perdoa-me, folha seca,
não posso cuidar de ti.
Vim para amar neste mundo,
e até do amor me perdi.
De que serviu tecer flores
pelas areias do chão
se havia gente dormindo
sobre o próprio coração?
E não pude levantá-la!
Choro pelo que não fiz.
E pela minha fraqueza
é que sou triste e infeliz.
Perdoa-me, folha seca!
Meus olhos sem força estão
velando e rogando aqueles
que não se levantarão...
Tu és folha de outono
voante pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade
- a melhor parte de mim.
E vou por este caminho,
certa de que tudo é vão.
Que tudo é menos que o vento,
menos que as folhas do chão...
sábado, março 12, 2016
sexta-feira, março 11, 2016
quinta-feira, março 10, 2016
O negro preto na senzala branca
Proclamou seu grito de guerra
Dando a vida pela liberdade,
O sangue pelos direitos,
Seus punhos pela igualdade...
Mas até hoje, o pobre do negro preto
Continua a lutar pelo seu espaço,
A ser vitima da segregação,
Sendo mal visto e confundido:
Como criminoso, como ladrão...
Mesmo com todo esse labor,
O excluído negro preto
Luta com todo seu fervor,
Incessantemente, pelos seus feitos,
E na busca da dignidade e do seu valor...
Ex-escravo, e agora trabalhador,
O persistente negro preto
Não sonha com vida de patrão,
E sim, na preservação da humildade,
Abraçando todos os seus direitos de cidadão...
Sua fidedigna identidade de guerreiro
Cativa a equidade, mantém o seu libido,
Por isso, o comprometido negro preto
Persevera sua alma e seu convívio,
Para ser o Senhor do seu próprio umbigo.
Ademir Santana da Silva
Proclamou seu grito de guerra
Dando a vida pela liberdade,
O sangue pelos direitos,
Seus punhos pela igualdade...
Mas até hoje, o pobre do negro preto
Continua a lutar pelo seu espaço,
A ser vitima da segregação,
Sendo mal visto e confundido:
Como criminoso, como ladrão...
Mesmo com todo esse labor,
O excluído negro preto
Luta com todo seu fervor,
Incessantemente, pelos seus feitos,
E na busca da dignidade e do seu valor...
Ex-escravo, e agora trabalhador,
O persistente negro preto
Não sonha com vida de patrão,
E sim, na preservação da humildade,
Abraçando todos os seus direitos de cidadão...
Sua fidedigna identidade de guerreiro
Cativa a equidade, mantém o seu libido,
Por isso, o comprometido negro preto
Persevera sua alma e seu convívio,
Para ser o Senhor do seu próprio umbigo.
Ademir Santana da Silva
quarta-feira, março 09, 2016
terça-feira, março 08, 2016
segunda-feira, março 07, 2016
Se diz que é a aproximação de pessoas,
Dá ideia de mundo pequeno,aldeia global,
Encurtam as distâncias,
A tecnologia rompe barreiras,
O mundo inteiro está conectado,
É uma integração social.
Mas, por que existem
países desenvolvidos e subdesenvolvidos?
Países do Norte e países do Sul?
A fome e a miséria continuam presentes,
Outros esbanjam dinheiro.
Numa grande metrópole é comum ver arranha-céus
ao lado de barracos de papelão.
A mídia anestesia as massas.
A privatização retira os bens das mãos de todos
E concentra nas mãos de poucos.
Então, não existe exclusão social?
Somos tão próximos
e compartilhamos de toda evolução tecnológica
de igual pra igual?
Aninha Martins
Dá ideia de mundo pequeno,aldeia global,
Encurtam as distâncias,
A tecnologia rompe barreiras,
O mundo inteiro está conectado,
É uma integração social.
Mas, por que existem
países desenvolvidos e subdesenvolvidos?
Países do Norte e países do Sul?
A fome e a miséria continuam presentes,
Outros esbanjam dinheiro.
Numa grande metrópole é comum ver arranha-céus
ao lado de barracos de papelão.
A mídia anestesia as massas.
A privatização retira os bens das mãos de todos
E concentra nas mãos de poucos.
Então, não existe exclusão social?
Somos tão próximos
e compartilhamos de toda evolução tecnológica
de igual pra igual?
Aninha Martins
domingo, março 06, 2016
O cidadão e o sol
O miserável quer conquistar seu lugar ao sol com seu sofrimento,
o pobre quer conquistar seu lugar ao sol com sua honestidade,
o de classe media quer conquistar seu lugar ao sol com seu diploma,
o rico quer conquistar seu lugar ao sol com o seu dinheiro,
o cantor quer conquistar seu lugar ao sol com seu encanto,
os políticos querem conquistar seu lugar ao sol com o poder,
os ex-BBB querem conquistar seu lugar ao sol com sua exposição,
o fanqueiro quer conquistar seu lugar ao sol com a ostentação,
Tolos o sol nasce para todos só não sabe quem não quer.
Nosliedi
O miserável quer conquistar seu lugar ao sol com seu sofrimento,
o pobre quer conquistar seu lugar ao sol com sua honestidade,
o de classe media quer conquistar seu lugar ao sol com seu diploma,
o rico quer conquistar seu lugar ao sol com o seu dinheiro,
o cantor quer conquistar seu lugar ao sol com seu encanto,
os políticos querem conquistar seu lugar ao sol com o poder,
os ex-BBB querem conquistar seu lugar ao sol com sua exposição,
o fanqueiro quer conquistar seu lugar ao sol com a ostentação,
Tolos o sol nasce para todos só não sabe quem não quer.
Nosliedi
sábado, março 05, 2016
Meus cachos.
Eu pinto meu cabelo,
para cobrir o branco deixado pelo tempo,
Eu pinto meu cabelo,
para esquecer as marcas deixadas pelo trabalho,
Eu pinto meu cabelo,
para deixar meus cachos mais atraentes,
Eu pinto meu cabelo,
para deixar minha cor mais reluzente,
Eu pinto meu cabelo,
para esquecer o sofrimento na senzala,
Meus cabelos estão brancos
de tanta preocupação
que tive em quanto estava na senzala;
mas, isso não vai prejudicar meus cachos,
Eu pinto meu cabelo.
Charles Dalan Jesus dos Santos
Eu pinto meu cabelo,
para cobrir o branco deixado pelo tempo,
Eu pinto meu cabelo,
para esquecer as marcas deixadas pelo trabalho,
Eu pinto meu cabelo,
para deixar meus cachos mais atraentes,
Eu pinto meu cabelo,
para deixar minha cor mais reluzente,
Eu pinto meu cabelo,
para esquecer o sofrimento na senzala,
Meus cabelos estão brancos
de tanta preocupação
que tive em quanto estava na senzala;
mas, isso não vai prejudicar meus cachos,
Eu pinto meu cabelo.
Charles Dalan Jesus dos Santos
sexta-feira, março 04, 2016
Para que serve o poeta?
O dono de um pequeno comércio, amigo do grande poeta Olavo Bilac, abordou-o certa vez na rua:
- Sr. Bilac, estou a precisar vender a minha propriedade, que o Senhor tão bem conhece. Poderia, por gentileza, redigir o anúncio para a venda no jornal?
Olavo Bilac apanhou o papel que o amigo lhe estendia e escreveu:
VENDE-SE ENCANTADORA PROPRIEDADE
"Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo. Cortada por cristalinas e marejantes água de um ribeiro. A casa, banhada pelo sol nascente, oferece a sombra tranqüila das tardes, na varanda".
“Meses depois, o poeta reencontrou o comerciante e perguntou-lhe se havia conseguido vender a propriedade”.
- Nem pense mais nisso Sr. Bilac! Quando li o anúncio que o senhor escreveu é que percebi a maravilha que tinha nas mãos.
O dono de um pequeno comércio, amigo do grande poeta Olavo Bilac, abordou-o certa vez na rua:
- Sr. Bilac, estou a precisar vender a minha propriedade, que o Senhor tão bem conhece. Poderia, por gentileza, redigir o anúncio para a venda no jornal?
Olavo Bilac apanhou o papel que o amigo lhe estendia e escreveu:
VENDE-SE ENCANTADORA PROPRIEDADE
"Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo. Cortada por cristalinas e marejantes água de um ribeiro. A casa, banhada pelo sol nascente, oferece a sombra tranqüila das tardes, na varanda".
“Meses depois, o poeta reencontrou o comerciante e perguntou-lhe se havia conseguido vender a propriedade”.
- Nem pense mais nisso Sr. Bilac! Quando li o anúncio que o senhor escreveu é que percebi a maravilha que tinha nas mãos.
quinta-feira, março 03, 2016
quarta-feira, março 02, 2016
terça-feira, março 01, 2016
Chove. Há Silêncio
Chove. Há silêncio, porque a mesma chuva
Não faz ruído senão com sossego.
Chove. O céu dorme. Quando a alma é viúva
Do que não sabe, o sentimento é cego.
Chove. Meu ser (quem sou) renego...
Tão calma é a chuva que se solta no ar
(Nem parece de nuvens) que parece
Que não é chuva, mas um sussurrar
Que de si mesmo, ao sussurrar, se esquece.
Chove. Nada apetece...
Não paira vento, não há céu que eu sinta.
Chove longínqua e indistintamente,
Como uma coisa certa que nos minta,
Como um grande desejo que nos mente.
Chove. Nada em mim sente...
Fernando Pessoa
Chove. Há silêncio, porque a mesma chuva
Não faz ruído senão com sossego.
Chove. O céu dorme. Quando a alma é viúva
Do que não sabe, o sentimento é cego.
Chove. Meu ser (quem sou) renego...
Tão calma é a chuva que se solta no ar
(Nem parece de nuvens) que parece
Que não é chuva, mas um sussurrar
Que de si mesmo, ao sussurrar, se esquece.
Chove. Nada apetece...
Não paira vento, não há céu que eu sinta.
Chove longínqua e indistintamente,
Como uma coisa certa que nos minta,
Como um grande desejo que nos mente.
Chove. Nada em mim sente...
Fernando Pessoa
segunda-feira, fevereiro 29, 2016
domingo, fevereiro 28, 2016
sábado, fevereiro 27, 2016
sexta-feira, fevereiro 26, 2016
quinta-feira, fevereiro 25, 2016
quarta-feira, fevereiro 24, 2016
terça-feira, fevereiro 23, 2016
segunda-feira, fevereiro 22, 2016
domingo, fevereiro 21, 2016
sábado, fevereiro 20, 2016
Os Heróis pão de cada dia ...
Às vezes não há direitos ...
O mal pagos
heróis doubleheader
ainda encontrou tempo para tudo.
Artesãos de seus sonhos
shapers de esperança eterna
herdada de seus antepassados
Mártires de uma causa antiga
sob o jugo do opressor genocida
o assassino e drabs
Fabricam a carruagem dourada
passear a decisão mentiroso
promessas ilusionistas
Que brotam de suas costas,
Despesas de viagem, prémios e viagens
legisladores props
agradecendo-lhes com um discurso desgastado
cada maio.
Às vezes não há direitos ...
e mal pagos
Os sorrisos abundam
embora eles falta pesos
Aqueles ... aqueles abaixo ....
que dão suas vidas para amanhã
aqueles acima são determinadas
pois é um ontem eterna ...
Assistentes para baixo para trabalhar maravilhas
para o orçamento de longo alcance
enquanto aqueles acima de fazer maravilhas
assim você sempre perder ...
Os verdadeiros heróis que não têm superpoderes
sua habilidade, talento, esforço e fé ...
Heróis pão de cada dia ...
Júlio Valencia
sexta-feira, fevereiro 19, 2016
quinta-feira, fevereiro 18, 2016
O Tempo
A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está à minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.
Mario Quintana
A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está à minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.
Mario Quintana
quarta-feira, fevereiro 17, 2016
O MEDO GLOBAL
Os que trabalham têm medo de perder o trabalho.
Os que não trabalham têm medo de nunca encontrar trabalho.
Quem não tem medo da fome, tem medo da comida.
Os automobilistas têm medo de caminhar e os pedestres têm medo de ser atropelados.
A democracia tem medo de recordar e a linguagem tem medo de dizer.
Os civis têm medo dos militares, os militares têm medo da falta de armas.
É o tempo do medo.
Medo da mulher à violência do homem e medo do homem à mulher sem medo.
Eduardo Galeano
Os que trabalham têm medo de perder o trabalho.
Os que não trabalham têm medo de nunca encontrar trabalho.
Quem não tem medo da fome, tem medo da comida.
Os automobilistas têm medo de caminhar e os pedestres têm medo de ser atropelados.
A democracia tem medo de recordar e a linguagem tem medo de dizer.
Os civis têm medo dos militares, os militares têm medo da falta de armas.
É o tempo do medo.
Medo da mulher à violência do homem e medo do homem à mulher sem medo.
Eduardo Galeano
terça-feira, fevereiro 16, 2016
segunda-feira, fevereiro 15, 2016
As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.
Há poesia em toda a criação divina,
Deus é o maior poeta de todos os
Tempos.
A música é a sobremesa da vida.
Acreditar, não faz de ninguém um tolo
Tolo é quem mente.
Filhos são presentes raros.
De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças
A cerca de suas ações.
Obrigada, desculpa, por favor,
são palavras mágicas, chaves que abrem
Portas para uma vida melhor
O amor... Ah, o amor...
O amor quebra barreiras, une facções,
destrói preconceitos, cura doenças...
Não há vida decente sem amor!
E é certo, quem ama, é muito amado.
Silvana Cervantes
Há poesia em toda a criação divina,
Deus é o maior poeta de todos os
Tempos.
A música é a sobremesa da vida.
Acreditar, não faz de ninguém um tolo
Tolo é quem mente.
Filhos são presentes raros.
De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças
A cerca de suas ações.
Obrigada, desculpa, por favor,
são palavras mágicas, chaves que abrem
Portas para uma vida melhor
O amor... Ah, o amor...
O amor quebra barreiras, une facções,
destrói preconceitos, cura doenças...
Não há vida decente sem amor!
E é certo, quem ama, é muito amado.
Silvana Cervantes
sábado, fevereiro 13, 2016
O barro é a palavra
que te devolve a
inocência perdida
o teu passaporte para
a criatura.
O teu modo de dizer o
que as pessoas
não te disseram
nunca.
O barro é a matéria
do teu canto
o ouro de tua botija
o amálgama de tua
cárie
o salário do teu
anonimato
teu sortilégio e tua
perdição.
O barro é teu sangue
coagulado que teima em protestar
o teu mistério se
consumindo
o teu sapato
estraçalhado na diáspora
o teu chapéu de luto
a tua solidão de
olhos fitos na vida.
FRANCISCO CARVALHO
sexta-feira, fevereiro 12, 2016
"Estou convencido de que se alguns Extraterrestres Desembarcassem amanhã no Brasil, haveria experts, Jornalistas, especialistas e Analistas de toda espécie para Explicar às pessoas que, no Fundo, não é uma coisa tão Extraordinária assim, que já Se tinha pensado nisso, que Até já existia há muito tempo Uma comissão especializada no Assunto. E, sobretudo, que Não há porque se afobar, pois Isso é problema do governo."
Félix Guattari
quarta-feira, fevereiro 10, 2016
Tudo mudou. Homens, coisas e animais mudaram de lã ou de pele. As palavras já não são as mesmas do tempo em que estudávamos gramática com os olhos míopes das professoras. Nádegas e pernas das mestras – objeto direto do nosso desejo – ofuscavam o interesse pela didática. Olho o mundo de todos os ângulos possíveis e tudo me parece oblíquo. É a civilização globalizada, a cultura de massa, a sagração do factóide, a fragmentação dos idiomas. Corta-se a palavra em frações microscópicas. A vida, o amor, a morte, a realidade:
tudo agora virou fast food.
Francisco Carvalho
tudo agora virou fast food.
Francisco Carvalho
terça-feira, fevereiro 09, 2016
Reclamar ou posso
Vamos celebrar a estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja de assassinos
Covardes, estupradores e ladrões
Vamos celebrar a estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso Estado, que não é nação
Celebrar a juventude sem escola
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião
Vamos celebrar Eros e Thanatos
Persephone e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade.
Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta de hospitais
Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras e sequestros
Nosso castelo de cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda hipocrisia e toda afetação
Todo roubo e toda a indiferença
Vamos celebrar epidemias:
É a festa da torcida campeã.
Vamos celebrar a fome
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar um coração
Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado de absurdos gloriosos
Tudo o que é gratuito e feio
Tudo que é normal
Vamos cantar juntos o Hino Nacional
(A lágrima é verdadeira)
Vamos celebrar nossa saudade
E comemorar a nossa solidão.
Vamos festejar a inveja
A intolerância e a incompreensão
Vamos celebrar a violência
E esquecer a nossa gente
Que trabalhou honestamente a vida inteira
E agora não tem mais direito a nada
Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta de bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror
De tudo isso - com festa, velório e caixão
Está tudo morto e enterrado agora
Já que também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou esta canção.
Venha, meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão.
Venha, o amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera -
Nosso futuro recomeça:
Venha, que o que vem é perfeição
Link: http://www.vagalume.com.br/legiao-urbana/perfeicao-com-trecho-da-musica-ao-vivo.html#ixzz3zcsV7WZL
Vamos celebrar a estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja de assassinos
Covardes, estupradores e ladrões
Vamos celebrar a estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso Estado, que não é nação
Celebrar a juventude sem escola
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião
Vamos celebrar Eros e Thanatos
Persephone e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade.
Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta de hospitais
Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras e sequestros
Nosso castelo de cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda hipocrisia e toda afetação
Todo roubo e toda a indiferença
Vamos celebrar epidemias:
É a festa da torcida campeã.
Vamos celebrar a fome
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar um coração
Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado de absurdos gloriosos
Tudo o que é gratuito e feio
Tudo que é normal
Vamos cantar juntos o Hino Nacional
(A lágrima é verdadeira)
Vamos celebrar nossa saudade
E comemorar a nossa solidão.
Vamos festejar a inveja
A intolerância e a incompreensão
Vamos celebrar a violência
E esquecer a nossa gente
Que trabalhou honestamente a vida inteira
E agora não tem mais direito a nada
Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta de bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror
De tudo isso - com festa, velório e caixão
Está tudo morto e enterrado agora
Já que também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou esta canção.
Venha, meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão.
Venha, o amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera -
Nosso futuro recomeça:
Venha, que o que vem é perfeição
Link: http://www.vagalume.com.br/legiao-urbana/perfeicao-com-trecho-da-musica-ao-vivo.html#ixzz3zcsV7WZL
segunda-feira, fevereiro 08, 2016
Conheça Francisco Carvalho.
O BICHO HOMEM
Que bicho é o homem
de onde ele veio
para onde vai?
Onde é que entra
de onde é que sai?
Que raio lhe acende
a chama da fúria?
O que é que sobra
da cesta básica
de sua penúria?
Que bicho é o homem
do que se enfeita?
Que mão o ampara
no chão de enigmas
em que se deita?
Que bicho é o homem
que mama no seio
da reminiscência?
E que embala a morte
em seu devaneio?
Que bicho é esse
que carrega o fardo
de uma dor medonha?
Que sucumbe ao charco
mas ainda sonha?
Que bicho vagueia
na treva hedionda?
Que pantera esguia
será mais veloz
do que a própria sombra?
O homem que tece
as malhas da lei.
Que bicho é o homem
que transforma em pêssegos
as fezes do rei?
Que bicho é o homem
que ama e desama
que afaga e magoa?
E que às vezes lembra
um anjo em pessoa?
O homem que vai
para a eternidade
num saco de lixo.
Que bicho é o homem
de salário fixo?
Que bicho é o homem
que trapaceia?
Que às vezes pensa
Que é mais brilhante
do que a papa-ceia?
Que bicho é esse
que escreve as vogais
das cinzas do pai?
— De onde ele veio
e para onde vai?
Que bicho é o homem
que se interroga?
léguas de volúpia
sonhos e utopias
tudo se evapora?
Que bicho é o homem
de argila e colostro
que lavra e semeia?
mas só colhe insônias
em lavoura alheia?
Os rastros do homem
no vento ou na água
são rastros de fera.
Mas que bicho é esse
que se dilacera?
O homem suplica
os deuses concedem.
Que bicho é o homem
que sempre regressa
às praias do Éden?
Que bicho é o homem
que escreve poemas
na aurora agônica
e depois acende
a fogueira atômica?
Que bicho te oferta
um ramo de rimas
e à sombra dos mortos
semeia gemidos
por sete Hiroximas?
Que bicho te espreita
aos olhos dos becos
onde os cães insones
mastigam as sombras
dos antigos donos?
Que bicho é o homem
que rasteja e voa
que se ergue e cai?
— De onde ele veio
e para onde vai?
Que bicho é o homem
de onde ele veio
e para onde vai?
Onde é que entra
de onde é que sai?
Para ouvir o poema musicado acesse.
O BICHO HOMEM
Que bicho é o homem
de onde ele veio
para onde vai?
Onde é que entra
de onde é que sai?
Que raio lhe acende
a chama da fúria?
O que é que sobra
da cesta básica
de sua penúria?
Que bicho é o homem
do que se enfeita?
Que mão o ampara
no chão de enigmas
em que se deita?
Que bicho é o homem
que mama no seio
da reminiscência?
E que embala a morte
em seu devaneio?
Que bicho é esse
que carrega o fardo
de uma dor medonha?
Que sucumbe ao charco
mas ainda sonha?
Que bicho vagueia
na treva hedionda?
Que pantera esguia
será mais veloz
do que a própria sombra?
O homem que tece
as malhas da lei.
Que bicho é o homem
que transforma em pêssegos
as fezes do rei?
Que bicho é o homem
que ama e desama
que afaga e magoa?
E que às vezes lembra
um anjo em pessoa?
O homem que vai
para a eternidade
num saco de lixo.
Que bicho é o homem
de salário fixo?
Que bicho é o homem
que trapaceia?
Que às vezes pensa
Que é mais brilhante
do que a papa-ceia?
Que bicho é esse
que escreve as vogais
das cinzas do pai?
— De onde ele veio
e para onde vai?
Que bicho é o homem
que se interroga?
léguas de volúpia
sonhos e utopias
tudo se evapora?
Que bicho é o homem
de argila e colostro
que lavra e semeia?
mas só colhe insônias
em lavoura alheia?
Os rastros do homem
no vento ou na água
são rastros de fera.
Mas que bicho é esse
que se dilacera?
O homem suplica
os deuses concedem.
Que bicho é o homem
que sempre regressa
às praias do Éden?
Que bicho é o homem
que escreve poemas
na aurora agônica
e depois acende
a fogueira atômica?
Que bicho te oferta
um ramo de rimas
e à sombra dos mortos
semeia gemidos
por sete Hiroximas?
Que bicho te espreita
aos olhos dos becos
onde os cães insones
mastigam as sombras
dos antigos donos?
Que bicho é o homem
que rasteja e voa
que se ergue e cai?
— De onde ele veio
e para onde vai?
Que bicho é o homem
de onde ele veio
e para onde vai?
Onde é que entra
de onde é que sai?
Para ouvir o poema musicado acesse.
domingo, fevereiro 07, 2016
ESTUDO
Subitamente descobrimos o acaso
na nuvem que passa pelo pássaro
ou no pássaro que soturnamente percorre a nuvem.
De repente aprendemos a flor das coisas
e os seus movimentos na paisagem.
De repente trocamos a imagem pela paisagem
a palmatória pela parábola.
De repente descobrimos que os espelhos nos evitam
que o amanhã pertence aos outros
que da janela somos observados
por super-homens de celulóide.
De repente é o metal do amor que silencia
no coração onde tudo é paisagem.
Subitamente compreendemos
que as palavras envelhecem com os homens
que o amor também envelhece
quando as palavras envelhecem.
Subitamente descobrimos o acaso
na nuvem que passa pelo pássaro
ou no pássaro que soturnamente percorre a nuvem.
De repente aprendemos a flor das coisas
e os seus movimentos na paisagem.
De repente trocamos a imagem pela paisagem
a palmatória pela parábola.
De repente descobrimos que os espelhos nos evitam
que o amanhã pertence aos outros
que da janela somos observados
por super-homens de celulóide.
De repente é o metal do amor que silencia
no coração onde tudo é paisagem.
Subitamente compreendemos
que as palavras envelhecem com os homens
que o amor também envelhece
quando as palavras envelhecem.
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